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Peter Drucker e a Gestão de Pessoas - invista no capital humano
O processo de gestão das Organinzações tem passado por profundas transformações nestas últimas décadas. De um processo produtivo baseado em “matéria-prima” o capitalismo rapidamente evolui para um processo de gestão administrativa baseado em “mão-de-obra” extensiva no qual centenas de milhares de trabalhadores serviam de base para as empresas auferirem lucros.
Esse processo de aquisição de lucro perdurou durante décadas até a introdução da linha de produção na qual a “mão-de-obra” passou de extremamente extensiva (baseada na quantidade de trabalhadores) para um processo produtiva mais intensivo (menos quantidade maior qualidade). A linha de produção fordista foi esta evolução.
Foi Henry Ford o inovador que deu inicio a era do homem enquanto mão-de-obra intensiva. De lá para cá inúmeros foram os estudiosos que entenderam que o conhecimento poderia influenciar na produtividade, mas a grande maioria ainda entendia que o homem deveria ser usando extensivamente e não intensivamente. O mundo do business ainda estava preso a questão quantitativa.
A revolução da Qualidade Total veio a alterar levemente esse contexto, mas ainda era uma qualidade voltada para a máquina de produção e não para o ser humano. O trabalhador era o apêndice da máquina. Era preciso priorizar o uso intensivo da máquina e em alguns casos o homem serviria para isso. Inicia-se a era dos treinamentos técnicos e treinamentos de qualidade.
O processo de re-engenharia (rengenharia para muitos) quis criar um processo de
produção intensiva com menos homens trabalhando e mais máquinas de qualidade. Mas, eles não contavam com os robôs! Eles não precisam ser motivados! Eles não precisam de motivação.
Mas, o mundo mudou com a globalização. As margens de lucro decaíram no setor industrial e se elevaram no setor de serviços. A Era da Produção Industrial deu lugar a Era da Circulação de Massa. Os grandes conglomerados que faturam bilhões passaram a vir do setor de varejo e não mais do setor industrial. Um setor se sobressaiu ao outro. A industria (produção) que controlava o varejo (circulação) passou a ser controlada por este.
Passamos de um mundo de produção de bens de consumo para um mundo de circulação de bens de consumo. Neste mundo, em um mundo do atendimento ao cliente e na demanda de consumo, as pessoas se tornaram importantes. E aí todos começaram a falar de pessoas....
Mas, um homem já falava isso na década de 70 e falou ainda mais na década de 80; e na década de 90 começou a gritar para todos ouvirem e somente em 2000 afirmaram a ele: tu és o pai do management moderno! E agora, somente agora, começamos a aplicar o que ele havia falado a 30 anos atrás:
Sem pessoas não há gestão administrativa, sem pessoas não há Organização.
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